As trilhas que levam aos morros Caratuva, Pico Paraná, Getúlio e Itapiroca serão reabertas após ser localizado, nesta segunda-feira (5), o jovem de 20 anos que estava desaparecido dentro da Unidade de Conservação desde 1º de janeiro. Passeio requer uma série de precauções para que tudo corra bem.
O Parque Estadual Pico Paraná, localizado entre os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina, voltará a funcionar normalmente a partir desta terça-feira (6). Com a reabertura das trilhas, o parque estará novamente à disposição dos visitantes de forma integral.
A Unidade de Conservação permanece aberta todos os dias, com atendimento 24 horas na base. Para chegar, é possível seguir pela BR-116, passando pelo Posto do Tio Doca, entrando à direita na Ponte do Rio Tucum e prosseguindo por 6 km até a Fazenda Pico Paraná e a Fazenda Rio das Pedras. O trajeto termina na base do IAT, onde começa o acesso às trilhas que levam ao Pico Paraná e outros cumes daquela região.
É obrigatório preencher um cadastro na chegada ao parque, na base do IAT. Neste documento, o visitante informa dados pessoais, telefone de contato e o horário de início do passeio. A ficha é encerrada quando o visitante retorna, permitindo o controle de quem ainda está nas trilhas.
Em caso de dúvidas ou problemas, como no caso do jovem localizado na segunda-feira, os visitantes podem acionar os funcionários do parque ou os integrantes do Cosmo, uma associação civil sem fins lucrativos formada por 50 voluntários experientes em montanhismo. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (41) 3213-3422, pelo WhatsApp (41) 9-9554-0414 e (41) 9-9877-0359 ou pelo e-mail [email protected].
O Parque Estadual Pico Paraná abriga o maior pico da região Sul do Brasil, com 1.877,39 metros de altitude, sendo um destino popular entre aventureiros e montanhistas. A Unidade de Conservação (UC) conta com cinco picos e um morro, alcançados por trilhas que variam de 3,5 km a 10 km, além de abrigar uma rica biodiversidade de fauna e flora. A vegetação local inclui arbustos, bromélias, trepadeiras, samambaias, xaxins e árvores imponentes como cedro, canjarana e figueira-branca. A fauna inclui mais de 71 espécies como bugios, quatis, jaguatiricas e até espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada e a suçuarana.
CUIDADOS – Passear em montanhas e parques estaduais é uma oportunidade para praticar atividades físicas e se reconectar com a natureza, mas exige atenção à segurança e à preservação ambiental. Confira recomendações do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) e do Instituto Água e Terra (IAT):
Planejamento:
– Escolha uma rota compatível com sua experiência e preparo físico. Certifique-se de finalizar o trajeto ainda com luz do dia.
– Sempre vá acompanhado, preferencialmente com alguém que conheça o local ou seja experiente em montanhismo.
– Verifique as condições climáticas antes de sair; evite trilhas em caso de tempo ruim.
Preparação:
– Prepare uma mochila com itens essenciais como comida para dois ou três dias, água, lanterna com pilhas extras, bateria para celular, repelente, protetor solar, kit de primeiros socorros e um apito de emergência.
– Use roupas e calçados confortáveis e adequados. Mesmo em dias quentes, tenha uma roupa de frio na mochila para eventualidades.
Execução:
– Informe parentes ou amigos sobre o itinerário e o horário previsto de retorno.
– Mantenha-se no trajeto planejado e siga as sinalizações.
– Afaste-se de barrancos e precipícios. Cuidado ao tirar selfies e não se exponha a riscos desnecessários.
– Em caso de emergência, ligue para os Bombeiros (193) e, se estiver perdido ou ferido, permaneça no local para facilitar as buscas.
Comportamento:
– Não descarte lixo nas trilhas; use lixeiras ou leve um saco plástico para resíduos.
– Utilize um “Shit Tube” para armazenar fezes em trilhas mais longas e descarte adequadamente ao retornar à base.
– É proibido o uso de drones, pois interferem no habitat natural e estressam os animais.
– Não acenda fogueiras; o risco de incêndio florestal é alto.
– Mantenha distância de animais silvestres e nunca os alimente.
– Caminhe somente em trilhas demarcadas e use áreas designadas para acampamento.
– Não leve animais de estimação e evite barulhos altos, como o uso de caixas de som, que podem estressar a fauna local.
Respeitar essas regras garante não apenas a segurança dos visitantes, mas também a preservação ambiental das Unidades de Conservação.







