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Paraná registra menos de mil homicídios nos primeiros 10 meses pela primeira vez na história

O Paraná registrou queda de 26% nos homicídios e 16% nos roubos nos últimos 10 meses, conforme dados apresentados ontem pela Secretaria de Segurança Pública (SESP). Pela primeira vez, o período acumulou menos de mil casos. Em comparação com o mesmo período de 2024, o número de homicídios caiu 26%, totalizando 974 ocorrências, o menor índice já registrado.

A redução de 16,5% nos roubos, passando de 11.377 para 9.508 ocorrências, reforça uma tendência. Em 2024, o Estado havia alcançado os menores índices da série histórica. Desta vez, além da divulgação dos números, os encontros focaram nas motivações e dinâmicas de crimes, visando orientar novas estratégias para prevenção.

“O que nós percebemos, com a avaliação das motivações, é que na maioria dos casos os crimes não são decorrentes de tráfico de drogas. Grande parte das ocorrências está ligada a brigas em bares, causadas por desinteligências, com ingestão de bebida alcoólica e uso de arma branca, o que norteia as medidas que nós vamos adotar nas regiões para evitar que esses crimes aconteçam”, explica o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

Nesta análise, 11 municípios que registraram aumento pontual nos homicídios nos últimos anos foram observados detalhadamente. Ao todo, 104 ocorrências foram avaliadas, e em 51 delas, rixas, brigas e desentendimentos interpessoais foram apontados como principais motivações. Isso reforça a predominância de conflitos pessoais como causa de grande parte dos crimes.

Já no caso dos roubos, 18 municípios com maiores índices foram analisados. Foi constatada a predominância de roubos de aparelhos celulares. Os dados levantados permitiram identificar os dias, horários e formas de abordagem mais recorrentes, possibilitando uma atuação específica para cada localidade.

“São remédios diferentes para as doenças diferentes. O crime de tráfico de drogas decorre de operação de inteligência, com a Polícia Civil e a Polícia Militar, deferimento de mandados de busca e de prisão, o que não é a realidade do Estado hoje. Esses casos que estamos verificando são decorrentes de crime de ímpeto, desinteligência ou de rixa, sendo evitados com o policiamento ostensivo, abordagens e com fiscalizações urbanas”, afirma o secretário.

As reuniões realizadas periodicamente permitem que delegados e comandantes relatem as necessidades de cada local, como obtenção de mandados de busca, prisões cautelares ou apoio em fiscalizações administrativas por meio da articulação com prefeituras. A partir dessas informações, a SESP define como apoiar cada município, ajustando estratégias e reforçando o trabalho das equipes no interior do Estado.

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