O registro mais recente de nuvem funil foi neste sábado (14), em Santo Antônio do Caiuá, localizado no noroeste do Paraná. Este fenômeno meteorológico é caracterizado por uma coluna de ar giratória e é considerado o estágio inicial para a formação de um tornado. Segundo Reinaldo Kneib, meteorologista do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a nuvem funil só se torna um tornado caso toque o solo.
A nuvem funil ocorre com maior frequência em condições de atmosfera muito instável, sendo formações mais comuns em células de tempestade. Este fenômeno apresenta alta incidência no Paraná, principalmente durante a primavera e o verão.
O primeiro caso deste ano foi registrado em 9 de janeiro, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Em menos de nove dias, outros três eventos ocorreram: em Paulo Frontin (11), São Jorge do Ivaí (15) e Arapongas (17).
No total, o estado contabilizou cinco registros de nuvem funil em 2026, todos em um intervalo inferior a dois meses, reforçando a frequência desta ocorrência meteorológica na região.









