A baixa adesão de adolescentes de 15 a 19 anos à vacinação de HPV (Papilomavírus Humano) tem preocupado as autoridades de saúde no Paraná, devido ao impacto na prevenção e controle do câncer de colo de útero. Desde o início da campanha em março deste ano, apenas pouco mais de 1% dos mais de 216 mil adolescentes nessa faixa etária foram vacinados. A vacina contra o HPV é a principal forma de prevenir o câncer de colo do útero, além de outros tipos, como os cânceres de ânus, pênis, boca e orofaringe. A campanha para essa faixa etária será válida até o final do ano e as doses estão disponíveis em Unidades Básicas de Saúde e salas de vacinação nos 399 municípios do estado.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destaca a importância da vacinação: “A vacinação vai ajudar a combater o câncer de colo de útero nas meninas e reduzir o câncer de colorretal nos meninos. A baixa adesão na vacinação de HPV coloca em risco a meta de erradicação do câncer de colo no útero”, afirmou. A Secretaria de Saúde do Estado do Paraná (Sesa) mantém como meta erradicar o câncer de colo de útero até 2030, alinhada ao Plano para a Prevenção e Controle do Câncer do Colo de Útero, da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). A vacinação tem papel central nessa estratégia e, atualmente, crianças de 9 a 14 anos também têm acesso gratuito às doses pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Paraná se destaca como um dos estados que mais vacinou contra o HPV em 2024, na faixa etária de 9 a 14 anos. Foram aplicadas 90.529 doses em meninas e 116.201 doses em meninos dessa faixa etária. Além disso, o estado integra o programa de implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV no SUS, uma nova tecnologia de rastreamento que permite a identificação precoce do câncer de colo do útero.
O câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente e a quarta principal causa de morte entre mulheres no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são estimados 17.010 novos casos no Brasil no período de 2023 a 2025.