O Paraná está passando a contar com um reforço silencioso, mas atento, na segurança pública. Trata-se do programa Olho Vivo, um sistema de monitoramento inteligente que utiliza câmeras com Inteligência Artificial para acompanhar, em tempo real, o que acontece nas ruas, rodovias e áreas estratégicas dos municípios.
Até o fim de março, cerca de 1.500 câmeras inteligentes devem estar em funcionamento em diversas regiões do Estado, ampliando a capacidade de prevenção e resposta das forças de segurança. O projeto prevê um crescimento ainda maior nos próximos anos, chegando a 26,5 mil câmeras, formando o que deve ser o maior sistema de videomonitoramento com IA do país.
Para viabilizar essa expansão, o Governo do Estado destinou R$ 400 milhões, por meio da Secretaria das Cidades, para que os municípios possam aderir ao programa e adquirir os equipamentos. O secretário Guto Silva destacou que os primeiros resultados já mostram a eficácia da iniciativa, especialmente na solução de crimes e no apoio às investigações.
Na prática, os números ajudam a traduzir o impacto. Em Almirante Tamandaré, onde o Olho Vivo passou por fase piloto, quase 50 ocorrências foram esclarecidas em poucos meses com o auxílio das imagens e do cruzamento de dados. No Litoral, durante o Verão Maior Paraná, o sistema contribuiu para prisões, desmantelamento de quadrilhas e apreensões, reforçando a segurança em um período de grande circulação de pessoas.
Campina Grande do Sul
Um dos episódios que evidenciou a importância do programa ocorreu em Campina Grande do Sul, na madrugada da última segunda-feira (5), após o assalto a um caminhão na BR-116. A ação criminosa resultou na prisão de três suspeitos e terminou de forma trágica, com seis mortes, após o caminhão colidir com uma van.

Um dos envolvidos foi localizado em São José dos Pinhais, enquanto os outros dois foram presos em Campina Grande do Sul. Durante a operação, as forças de segurança apreenderam objetos relacionados ao crime e o veículo utilizado pelos suspeitos. Os três foram autuados em flagrante pelos crimes de latrocínio e associação criminosa. A rápida elucidação do caso foi possível graças à análise de imagens, rastreamento de veículos e cruzamento de informações, permitindo a identificação e prisão dos envolvidos em menos de 48 horas.







