O caso da jovem Bianca Vieira do Prado, de 19 anos, teve novos desdobramentos nesta terça-feira (6), quando a Polícia Civil do Paraná (PCPR) encontrou o corpo da jovem enterrado em uma cova rasa, em uma área de mata de difícil acesso localizada no bairro Guarituba, em Piraquara. Bianca estava desaparecida desde o dia 16 de setembro.
Segundo informações do delegado Thiago Filgueiras, responsável pela Divisão de Proteção à Pessoa (DPP) de Curitiba, o corpo foi encontrado com as mãos amarradas, próximo à Rua Brimael Rodrigues. Filgueiras destacou que o avanço das investigações foi crucial para a localização. Na sexta-feira (2), uma denúncia apontou para a possibilidade de o cadáver estar escondido na região. Após buscas, os policiais identificaram o local no qual Bianca foi enterrada. “Desde o dia 16, a equipe da Delegacia de Proteção à Pessoa de Curitiba está realizando diligências no intuito de localizar a menina, a Bianca. E nós conseguimos refazer os últimos passos dela, nesses dias que se passaram”, afirmou o delegado durante entrevista à Banda B.
Bianca Vieira era moradora do bairro Campo Comprido, em Curitiba, e saiu de casa na noite de 16 de setembro informando que encontraria uma amiga, conhecida pelo apelido de “Pestinha”. De acordo com relatos da família, as duas tinham combinado de se encontrar com dois rapazes em uma balada no bairro Capão Raso. Durante a madrugada, Bianca ainda manteve contato com a mãe por mensagens, comunicando que havia deixado a chave da casa embaixo de um vaso.
O último contato entre mãe e filha ocorreu no dia seguinte, por volta das 16h30. Na ocasião, Bianca pediu R$ 80 para desbloquear o celular e explicou que estava na casa da família da amiga. “Ela falou: ‘Mãe, você tem dinheiro?’. Eu falei: ‘Pra quê, Bianca?’. Ela falou que o celular tinha bloqueado e que cobraram R$ 80 para desbloquear”, relatou a mãe. Sem o valor naquele momento, a mãe sugeriu enviar posteriormente por Pix. Durante o diálogo, ambas finalizaram dizendo que se amavam. Após isso, Bianca interrompeu os contatos e desapareceu.
De acordo com a Polícia Civil, existe a suspeita de que Bianca tenha sido alvo de uma emboscada. A possibilidade está sendo investigada dentro da linha de trabalho conduzida pela Divisão de Proteção à Pessoa. “Nós conseguimos refazer os últimos passos dela, nesses dias que se passaram […] a situação, pelo visto, foi planejada, certo? Parece que foi, talvez, montada uma emboscada para ela”, afirmou o delegado Filgueiras.
Apesar de avanços, parte das apurações segue sigilosa para não comprometer as diligências em andamento. “Mas os detalhes da investigação, por enquanto, nós vamos manter em sigilo, certo? Para não atrapalhar o procedimento e os próximos atos da investigação”, completou o delegado. A polícia ainda busca identificar os envolvidos no crime e esclarecer a motivação.
A forma como Bianca morreu ainda não foi determinada, dado que o cadáver estava há dias enterrado no local e foi submetido à perícia logo após o resgate. Questionado sobre possíveis ferimentos ou sinais de violência, o delegado destacou que essas informações dependem dos resultados dos exames periciais. “Não dá para afirmar que tinha algum ferimento, nem detalhes, né? […] Os maiores detalhes serão fornecidos futuramente com o laudo”, explicou.
Os laudos periciais serão fundamentais para esclarecer a causa da morte e os detalhes de como ocorreu o crime. A polícia também apura se a morte da jovem aconteceu nos dias seguintes ao seu desaparecimento. O corpo foi encaminhado à Polícia Científica, e os resultados das análises servirão para complementar a investigação conduzida pelas autoridades.







