A entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 deve ocorrer entre 16 de março e 29 de maio. No entanto, a Receita Federal ainda precisa confirmar as datas oficiais e divulgar as regras para este ano. Enquanto isso, a orientação é que os contribuintes comecem a organizar os documentos necessários para evitar atrasos na entrega e, consequentemente, acelerar o recebimento da restituição.
De acordo com as expectativas, não são previstas mudanças significativas em relação ao ano anterior. Em 2025, estavam obrigados a declarar aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888. As mudanças aprovadas em 2025, como a ampliação da faixa de isenção para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil e os descontos para quem ganha até R$ 7.350, só passarão a valer na declaração de 2027, já que a entrega de 2026 se refere aos rendimentos obtidos em 2025.
“É importante que o contribuinte compreenda essa diferença para evitar confusões. Muitas pessoas acreditam que as novas regras já impactarão a declaração de 2026, mas isso não é verdade. Como estamos falando do ano-base 2025, as mudanças aprovadas recentemente só terão efeito prático na declaração que será entregue em 2027”, explica Mafrys Gomes, especialista em tributação e contabilidade e sócio do Grupo MCR Contabilidade e Auditoria.
A principal recomendação, segundo Mafrys Gomes, é a organização. “A recomendação é que o contribuinte já comece a separar informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas, educacionais e documentos de bens e direitos. A antecipação evita erros e reduz significativamente o risco de cair na malha fina”, afirma. Ele alerta ainda para os erros mais comuns. “Informações inconsistentes entre o que o contribuinte declara e o que as fontes pagadoras informam à Receita ainda são o principal motivo de retenção em malha. Pequenos descuidos podem gerar dor de cabeça”, destaca.
Mesmo sem mudanças estruturais, Gomes enfatiza que o momento exige atenção: “Mesmo que a declaração seja semelhante à do ano anterior, cada ano traz particularidades na vida financeira do contribuinte. Por isso, revisar informações e, se necessário, buscar orientação especializada faz toda a diferença”, conclui.
Quem precisará declarar o Imposto de Renda em 2026? Estarão obrigados aqueles que, em 2025, se enquadrarem nos seguintes critérios:
– Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888;
– Receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 200.000;
– Obtiveram ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto;
– Realizaram operações em bolsas de valores, mercadorias ou assemelhadas, com soma superior a R$ 40.000 em alienações ou ganhos líquidos sujeitos à tributação;
– Obtiveram receita bruta superior a R$ 169.440 em atividades rurais.
Algumas orientações práticas incluem:
1. **Organize os documentos necessários.** Separe informes de rendimentos bancários, aplicações financeiras, recibos de despesas médicas e educacionais, aluguéis recebidos, bem como os dados dos dependentes e outros comprovantes.
2. **Fique atento aos critérios para declarar.** A declaração é exigida quando o contribuinte recebeu rendimentos, como salários, pensões, aluguéis ou rendimentos como autônomo, que no total superaram o valor-base estabelecido.
3. **Não esqueça de declarar bens.** Inclua imóveis, veículos, embarcações, terrenos, ações, cotas de capital de empresas, investimentos e até criptomoedas.
4. **Escolha a melhor forma de tributação.** Avalie entre a declaração completa, que permite deduções detalhadas das despesas, ou a simplificada, onde é aplicado um desconto-padrão de 20% sobre a renda tributável. Verifique qual opção reduz mais o imposto ou aumenta a restituição.
5. **Consulte um contador de confiança.** O suporte de um profissional de contabilidade pode evitar erros e esclarecer os principais pontos de dúvida na declaração.
A Receita Federal deve disponibilizar em breve as regras completas para a declaração do Imposto de Renda 2026. A orientação continua sendo manter a organização e acompanhar as atualizações divulgadas pelo órgão.









