Eles já foram símbolos de modernidade e salvadores de quem precisava de um telefonema de emergência, mas os orelhões de Curitiba estão com os dias contados e em breve se tornarão apenas uma lembrança.
Segundo dados da Anatel de dezembro de 2024, a capital paranaense ainda possui 557 aparelhos distribuídos pela cidade. No entanto, em estado de abandono, os orelhões deixaram de ser utilizados para ligações e passaram a ser alvos de vandalismo ou até suportes improvisados para publicidade.
Enquanto deixarem de operar em Curitiba, o interior do estado ainda registra algumas unidades em funcionamento. O Paraná conta atualmente com 755 orelhões no total, mas o cenário não é favorável: somente 211 aparelhos (28%) estão ativos, enquanto a maioria, 544 unidades, aparece nos registros como “em manutenção”.
O destaque no estado é Londrina, localizada no norte do Paraná. A cidade é líder em telefones públicos (TUPs) em funcionamento, com 89 aparelhos ativos sob operação da Sercomtel. Essa manutenção se deve ao atual modelo de concessão local, que ainda aguarda adequações necessárias antes da retirada definitiva dos TUPs.
Na região ao redor de Curitiba, a comunicação por orelhões é praticamente inexistente, com poucos aparelhos operantes em municípios menores. Confira os números:
– Rio Branco do Sul: 4 aparelhos ativos;
– Cerro Azul, Lapa e Tijucas do Sul: 3 aparelhos ativos em cada cidade;
– Bocaiúva do Sul, Campo Largo e Tunas do Paraná: 2 aparelhos ativos em cada cidade;
– Adrianópolis e Doutor Ulysses: 1 aparelho ativo em cada município.
O fim dos orelhões na capital paranaense antecipa uma tendência nacional. De acordo com a Anatel e as operadoras de telefonia, a manutenção da rede analógica de voz tornou-se insustentável diante do crescimento das redes móveis e da fibra óptica. O plano é encerrar o sistema totalmente até 2028, marcando o encerramento definitivo de um capítulo icônico da comunicação.







