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Anvisa aprova medicamento Leqembi para Alzheimer em estágio inicial

Um novo medicamento surge como esperança para quem enfrenta o Alzheimer nos primeiros estágios. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização do Leqembi, remédio criado para retardar o declínio cognitivo em pacientes diagnosticados na fase inicial da doença. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 de dezembro.

O Leqembi é produzido a partir do anticorpo lecanemabe e tem como objetivo tratar pacientes com demência leve causada pelo Alzheimer. Sua principal função é reduzir as placas beta-amiloides no cérebro, consideradas uma característica marcante da doença. O medicamento é administrado como solução para diluição e infusão.

Para comprovar a eficácia do Leqembi, a Anvisa analisou um estudo principal que envolveu 1.795 pacientes em estágio inicial de Alzheimer, todos com presença de placas beta-amiloides no cérebro. Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu o Leqembi e o outro, placebo. A avaliação ocorreu ao longo de 18 meses de tratamento, utilizando a escala CDR-SB, que avalia a gravidade da doença com base no impacto do comprometimento cognitivo na vida cotidiana.

Os resultados, baseados na análise de um subgrupo de 1.521 participantes, indicaram que os pacientes tratados com o Leqembi apresentaram um aumento menor na pontuação da escala CDR-SB em comparação aos que receberam placebo. Isso sugere que o medicamento pode levar a uma progressão mais lenta da doença em seus estágios iniciais.

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