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Paraná registra 2.265 internações por trombose em 2026; saiba reconhecer os sinais

No Dia Mundial da Trombose, que foi celebrado nesta terça-feira (1310), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa-PR) reforçou a necessidade de conscientização sobre a trombose, uma doença que pode ser causada por diversos fatores. Identificar os sinais e buscar atendimento médico imediato, caso haja suspeita, é essencial. A doença ocorre com mais frequência nos membros inferiores, apresentando sintomas como inchaço, dor e endurecimento da perna. Quando atinge veias maiores, os riscos clínicos são ainda mais graves.

Dados da Sesa-PR mostram que, entre janeiro e julho deste ano, 2.265 pessoas foram internadas em hospitais do Paraná que oferecem atendimento pelo SUS devido à trombose venosa. Além disso, as equipes de urgência e emergência, como Samu, Siate, hospitais e UPAs, realizaram 2.217 procedimentos de trombólise em casos de infarto e AVC. A técnica utiliza medicamentos trombolíticos, que dissolvem os coágulos sanguíneos, aumentando as chances de recuperação ou reduzindo os riscos de sequelas para os pacientes. Em 51 desses casos, foi necessária a colocação percutânea de filtro de veia cava, que consiste na instalação de um pequeno dispositivo metálico para reter os coágulos.

“A trombose tem complicações graves e, mesmo se tratada, pode gerar muitos problemas para a saúde e impedir até mesmo a locomoção. O mais importante é sempre buscar o atendimento preventivo nas UBS do Paraná para acompanhamento médico. Caso já não seja possível evitar, o sistema de saúde do Estado está preparado para o tratamento em todas as fases”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

A trombose é uma condição muito grave, na qual o sangue se transforma em uma “massa” de células que pode obstruir parcial ou totalmente os vasos sanguíneos. “O grande perigo é que a obstrução pode comprometer rapidamente o funcionamento de órgãos vitais, como o coração e o cérebro. Por isso, reconhecer os sinais de alerta e buscar atendimento médico imediato é fundamental para evitar sequelas permanentes e reduzir o risco de morte”, explicou o cardiologista e diretor clínico do Hospital Waldemar Monastier, Maurício Dallagrana. Entre os fatores de risco para a trombose estão obesidade, tabagismo, trombofilia, histórico familiar, idade superior a 65 anos, doenças oncológicas, gestação e cirurgias recentes.

Para prevenir a trombose, a Sesa orienta a adoção de hábitos saudáveis, como manter uma alimentação balanceada, hidratar-se regularmente, praticar exercícios físicos, consumir álcool com moderação e não fumar. Adicionalmente, o acompanhamento médico regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) é recomendado, incluindo a realização de exames e encaminhamento para especialistas quando necessário.

A Linha de Cuidado das Doenças Cardiovasculares no SUS do Paraná organiza o atendimento desde a prevenção nas UBS até o socorro imediato em emergências graves. Desde 2020, a Sesa também implementou um protocolo que inclui a capacitação das equipes e o uso de medicamentos trombolíticos em serviços de urgência e emergência na rede estadual. Desde a adoção do protocolo, cerca de 2 mil pacientes com infarto agudo do miocárdio foram tratados com trombolíticos pelo SUS no Paraná.

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