O desespero tomou conta de uma família que chegou à Base da Guarda Civil Municipal (GCM), no bairro Araçatuba, em Campina Grande do Sul, com um bebê recém-nascido nos braços e dificuldade para respirar após ingerir leite materno. Diante da emergência, o agente Walter Luiz Robledo Silva iniciou imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas da criança.
Sem tempo a perder, o GCM aplicou os conhecimentos adquiridos em treinamentos de primeiros socorros e Atendimento Pré-Hospitalar (APH), realizando os procedimentos necessários até conseguir restabelecer a respiração do bebê.
“Assim que percebi a gravidade, iniciei imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas para retirar o material que estava impedindo a respiração do bebê”, relatou Robledo.
O choro que trouxe alívio
Após a realização das manobras, veio o sinal que todos esperavam: o bebê voltou a respirar e começou a chorar intensamente. O choro, que em qualquer outra circunstância poderia ser motivo de preocupação, naquele momento representou alívio para a família e para o agente que realizava o atendimento.
“Quando a desobstrução foi realizada, o bebê começou a chorar intensamente e com sinais de que voltou a respirar. Fiquei aliviado e tranquilo por ter conseguido ajudar a preservar a vida da criança”, contou Robledo.
Com a respiração restabelecida, a família recebeu orientação para procurar atendimento hospitalar e dar continuidade aos cuidados médicos. Mais tarde, o pai do bebê retornou à Base da GCM para agradecer pessoalmente pelo socorro prestado.
Não é a primeira vez
O atendimento ao recém-nascido não foi um caso isolado. Em março de 2024, o agente Ferreira também socorreu uma criança de três anos que havia se engasgado. Na ocasião, a família procurou a sede da GCM, no bairro Araçatuba, e o agente conseguiu desobstruir as vias aéreas da criança.

Treinamento que faz a diferença
Segundo o comandante Souza, a resposta rápida é resultado da capacitação dos agentes da GCM em Atendimento Pré-Hospitalar (APH) e primeiros socorros. A formação inicial inclui 20 horas de treinamento, além de atualizações e requalificações periódicas. O preparo permite que os agentes atuem em situações de emergência e prestem os primeiros cuidados até a chegada do suporte especializado.
“Na prática, esse conhecimento pode ser decisivo. Em ocorrências como a do recém-nascido, o treinamento deixa de ser apenas técnica e se transforma em uma resposta rápida diante de uma situação em que cada segundo importa”, afirma.







