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TSE determina novas eleições em Antonina após cassação da prefeita Rozane Osaki por abuso de poder político

Antonina, no Litoral do Paraná, realizará uma nova eleição para os cargos de prefeito e vice-prefeito após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir pela cassação dos mandatos da prefeita Rozane Maristela Benedetti Osaki (PSD) e do vice-prefeito Diogo Alves Machado (PL). A decisão foi tomada em razão de abuso de poder político durante o período eleitoral de 2024, quando o programa Tarifa Zero foi implantado, permitindo gratuidade no transporte público. O julgamento aconteceu na última quinta-feira (24), em uma sessão virtual.

O caso foi conduzido pelo ministro Floriano de Azevedo Marques e envolveu recursos apresentados pela prefeita, pelo vice-prefeito, pelo então prefeito José Paulo Vieira Azim, além de um recurso do Ministério Público Eleitoral. Até que as novas eleições sejam realizadas, o presidente da Câmara Municipal, Yuri Yoriaki Osaki, filho de Rozane Osaki, assumirá o comando provisório do Executivo municipal.

Na certidão de julgamento, o relator propôs, além da cassação dos mandatos de Rozane Osaki e Diogo Alves Machado, a inelegibilidade de José Paulo Vieira Azim e a realização de eleições suplementares no município. A decisão também manteve a aplicação de multas de 50 mil UFIRs para José Paulo Vieira Azim e Rozane Osaki, o que equivale a R$ 53.205 para cada um. Por 6 votos a 1, o TSE aprovou a cassação e determinou que o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) tome as medidas necessárias para organizar o novo pleito municipal.

A questão eleitoral envolve a aplicação do programa Tarifa Zero no transporte coletivo de Antonina em 2024, ano de eleições municipais. O projeto eliminou uma tarifa de R$ 5 para os passageiros durante a gestão de José Paulo Vieira Azim, que ocupava o cargo de prefeito, enquanto Rozane Osaki exercia a função de vice-prefeita. Posteriormente, Rozane Osaki foi eleita prefeita para o mandato iniciado em 2025. A Justiça Eleitoral analisou se a gratuidade no transporte configurou abuso de poder político e conduta vedada. Enquanto o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná entendia que não houve abuso de poder, mantendo apenas as multas, o TSE chegou a uma conclusão diferente ao rever o caso.

Com a decisão do TSE, as novas eleições em Antonina devem ocorrer após as providências do TRE-PR, que ainda definirá a data e o calendário do pleito suplementar. Até lá, o presidente da Câmara Municipal, Yuri Yoriaki Osaki, será responsável pela administração municipal de forma interina.

Nesta sexta-feira (25), a Prefeitura de Antonina emitiu nota declarando que acompanha o desfecho “com respeito e serenidade” e reforçando sua postura de respeito às instituições e ao processo judicial. Na nota, a administração destacou que o caso envolve questões eleitorais relacionadas ao Tarifa Zero e afirmou que a defesa de Rozane Osaki e Diogo Alves Machado pretende analisar e adotar as medidas cabíveis após a formalização do julgamento. Por fim, a Prefeitura garantiu que os serviços públicos seguem funcionando normalmente e que a prefeita permanece no cargo enquanto houver respaldo jurídico para isso.

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