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Saiba como a primavera pode impactar doenças respiratórias e os cuidados necessários para prevenir agravos

A chegada da primavera, a partir da próxima terça-feira (22), é muito aguardada por aqueles que não se adaptam ao inverno. Contudo, apesar de um clima mais ameno, essa estação pode favorecer o surgimento e a piora de doenças respiratórias, segundo especialistas ouvidos pela CNN Brasil. O aumento da concentração de pólen no ar, as mudanças de temperatura, a baixa umidade e a presença de poeira e poluentes podem irritar as vias respiratórias e agravar doenças como asma, rinite e conjuntivite alérgica.

De acordo com a alergista Fátima Rodrigues Fernandes, do Iampse (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) de São Paulo, o pólen age como um alérgeno e pode desencadear uma reação inflamatória em indivíduos mais sensíveis. “O resultado pode ser coceira no nariz, espirros, coriza e congestão. O ar muito seco, comum nesta época do ano, também resseca e irrita as mucosas, que funcionam como uma espécie de barreira de proteção das vias respiratórias”, explica a especialista.

Para quem sofre de asma, a falta de ar progressiva e o chiado no peito devem ser vistos como sinais de alerta. Já a rinite pode causar espirros frequentes, coriza, coceira e obstrução nasal. No caso da conjuntivite alérgica, são comuns sintomas como coceira, vermelhidão e lacrimejamento dos olhos.

O sistema imunológico enfraquecido também aumenta o risco de contrair influenza. Isso ocorre porque a imunidade é o principal mecanismo de defesa contra os vírus. Quando comprometido, pode gerar maior suscetibilidade a doenças virais. Os principais sintomas da gripe incluem febre, dor de garganta, tosse, dor no corpo e dor de cabeça, embora alguns casos possam evoluir com complicações, como pneumonia bacteriana, sinusite, otite, desidratação, piora de doenças crônicas e pneumonia primária por influenza, que afeta especialmente pessoas com doenças cardiovasculares ou mulheres grávidas.

É essencial que pessoas em tratamento para doenças respiratórias mantenham o uso de medicamentos conforme as orientações médicas. Além disso, recomenda-se manter os ambientes limpos e ventilados, minimizando a presença de poeira e ácaros. A umidade, muitas vezes responsável pela formação de mofo, intensifica as doenças respiratórias. Por isso, a orientação é eliminar a origem da umidade, ventilar banheiros e cozinhas e afastar móveis de paredes frias.

“O cheiro pode indicar excesso de umidade e crescimento de fungos em locais escondidos, como atrás de móveis, dentro de armários, forros, paredes ou aparelhos de ar-condicionado. Uma pista importante é perceber se os sintomas pioram em determinado cômodo e melhoram quando a pessoa sai do ambiente”, alerta a otorrinolaringologista Dra. Roberta Pilla.

Outras recomendações incluem manter a hidratação para reduzir o ressecamento das mucosas e utilizar lavagem nasal com solução salina, se indicado. Evitar exposição à fumaça de cigarro e agentes irritantes também é fundamental. Por fim, a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações, sendo indispensável estar em dia com o calendário vacinal.

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