Servidores da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). A paralisação é motivada por divergências nas negociações sobre o custeio dos planos de saúde dos funcionários.
Na Caixa Econômica, a greve possui abrangência nacional. Já no Banco do Brasil, apenas parte dos trabalhadores decidiu aderir à paralisação. Segundo informações divulgadas pela Folha de S. Paulo, o acordo coletivo dos bancários foi firmado na quarta-feira (9), com garantia de reajuste salarial acima da inflação para cerca de 500 mil trabalhadores. O índice exato será anunciado na sexta-feira (11) e será baseado no INPC acumulado entre setembro de 2025 e agosto de 2026, mais 0,6% de aumento real.
Apesar da greve, os bancos recomendam que os clientes utilizem os canais digitais e outras opções de atendimento para a realização de pagamentos e serviços bancários. No caso da Caixa Econômica, o principal ponto de impasse é em relação ao Saúde Caixa, plano de assistência médica para empregados e dependentes. Atualmente, os funcionários contribuem com 3,5% do salário-base e R$ 480 mensais por dependente. A proposta da Caixa prevê o aumento da contribuição para 5,5% do salário-base, além da elevação do valor por dependente para R$ 870 mensais. A oferta foi rejeitada por 93 bases sindicais.
A Caixa Econômica Federal declarou que mantém as negociações abertas com as entidades representativas dos empregados. O banco afirmou que busca renovar o acordo coletivo, visando atender às expectativas de todas as partes envolvidas.
No Banco do Brasil, as negociações também envolvem o custeio do plano de saúde. No entanto, a paralisação não é unanimidade na categoria. De acordo com o balanço das assembleias, 39 sindicatos aprovaram a proposta de aporte de R$ 360 milhões para sustentar o plano até novembro, 60 rejeitaram a oferta e optaram por manter as negociações, enquanto 27 decidiram aderir à greve. Entre as localidades em que houve adesão estão Belo Horizonte, Bahia, Ceará e Piauí.
O Banco do Brasil, por sua vez, informou que segue participando das negociações coordenadas pela Federação Nacional dos Bancos e que mantém uma mesa específica para atender às demandas dos funcionários.
Além do reajuste salarial, os bancários terão direito à Participação nos Lucros e Resultados, calculada com base no salário e no lucro de cada instituição financeira. O pagamento referente ao benefício de 2026 será realizado até março de 2027, com antecipação de valores garantida ainda neste mês.








