A manutenção das áreas públicas ganha ritmo diferente ao longo do ano em Campina Grande do Sul. Durante o inverno, quando o crescimento da vegetação é menor, as equipes seguem avançando por bairros e diferentes regiões do município. Com a aproximação do período mais quente e chuvoso, o serviço passa a exigir maior frequência e concentra esforços principalmente nas vias de maior circulação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura, o serviço conta com equipes destinadas às áreas urbana e rural, além do atendimento aos prédios públicos. Uma empresa contratada pelo município também auxilia na manutenção. Durante o inverno, o trabalho alcança todos os bairros e também espaços como escolas, unidades de saúde, praças, canteiros e estruturas esportivas.
Vias de maior movimento
Na área urbana, o município possui cerca de 300 quilômetros de vias. Durante os meses mais quentes, a prioridade passa a ser os trechos com maior fluxo de veículos e pedestres, como acessos aos bairros e regiões comerciais.
No Jardim Paulista, por exemplo, estão entre os locais priorizados as avenidas Leonardo Francischelli, Duílio Calderari e Anibale Ferrarini. Outros bairros, como Santa Rita e Santa Rosa, também recebem atenção conforme a necessidade.
A população pode solicitar o serviço por meio da Ouvidoria ou diretamente à Secretaria. No inverno, os pedidos são incorporados ao cronograma geral. Já no verão, diante do crescimento mais rápido da vegetação, o atendimento precisa seguir critérios de prioridade.

Estradas rurais
Nas áreas rurais, o município possui aproximadamente 400 quilômetros de estradas. O serviço também é realizado por empresa contratada e ganhou reforço para acelerar o atendimento de trechos que estavam pendentes.
A previsão da Secretaria é concluir a roçada das estradas rurais até o fim de setembro. Locais como Terra Boa, Barragem e Ribeirão estão entre as regiões que recebem manutenção, com algumas vias de maior circulação tendo atenção mais frequente.
Limpeza após a roçada
O trabalho não termina quando a vegetação é cortada. Após a roçada, os resíduos são deixados em pontos próximos às calçadas para que outra equipe faça o recolhimento.
Em áreas centrais, o material costuma ser organizado em pontos que facilitem a retirada. Em locais mais afastados, pode permanecer temporariamente às margens das calçadas. A coleta é feita posteriormente pelas equipes responsáveis pela limpeza.
A divisão permite que os profissionais concentrados na roçada avancem para outras áreas enquanto o recolhimento do material segue uma programação própria.

Próximas regiões entram no cronograma
Com o encerramento da primeira etapa de roçadas nos bairros e a retomada gradual do trabalho direcionado às vias principais, a Secretaria já estabeleceu regiões que receberão atenção nas próximas semanas. São elas: Nesita, São Cosme, Nossa Senhora das Graças e Jardim Ipanema. A programação também considera a realização do Movimento da Campina, iniciativa que contará com atendimento à população e que exige uma preparação antecipada dos locais envolvidos.
Manutenção depende de todos
A Secretaria também orienta os moradores a manterem limpas as áreas particulares, especialmente terrenos e calçadas em frente aos imóveis. A medida ajuda a reduzir a demanda sobre o serviço público e permite que as equipes concentrem esforços nos espaços que são de responsabilidade do município.
A orientação é para que cada proprietário mantenha em boas condições a frente de sua residência e cuide adequadamente de seus terrenos. Essa colaboração se torna ainda mais importante nos períodos em que o crescimento da vegetação se acelera e a estrutura disponível para a roçada não permite que todas as áreas sejam atendidas continuamente.
A mesma lógica vale para os terrenos particulares. A manutenção adequada desses espaços contribui para evitar o avanço do mato e ajuda a preservar o aspecto organizado das ruas.

A orientação considera o ritmo de crescimento da vegetação. No verão, com mais sol e chuva, a necessidade de cortes aumenta consideravelmente, tornando inviável manter todas as áreas públicas e particulares constantemente roçadas. A Secretaria ressalta que não é possível manter todas as áreas urbanas em roçada permanente durante os meses mais quentes. A frequência necessária seria muito maior, aumentando significativamente os custos e exigindo uma estrutura superior à atualmente disponível.
A Secretaria reforça que a conservação da cidade depende da participação do poder público e dos moradores. Enquanto as equipes municipais atuam nos espaços públicos e vias, cabe aos proprietários cuidar das áreas particulares e manter os terrenos em condições adequadas.








