O Super El Niño está em rápido fortalecimento no Oceano Pacífico e já causa preocupação no Paraná. Modelos meteorológicos internacionais e o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontam mais de 90% de probabilidade de o evento alcançar a categoria de intensidade ‘muito forte’, com efeitos diretos no clima do estado até o início de 2027. O pico do fenômeno está previsto entre outubro e dezembro, na transição da primavera para o verão.
De acordo com histórico do El Niño, o fenômeno tende a intensificar a passagem de frentes frias e aumentar os volumes de chuva na Região Sul do Brasil. No Paraná, as áreas com maior risco de chuvas excessivas, alagamentos e tempestades severas são o Oeste, Sudoeste e Centro-Sul. O Simepar esclarece que o evento não causa chuvas contínuas diariamente, mas modifica a dinâmica da atmosfera de forma a potencializar tempestades isoladas, vendavais, granizo e enxurradas durante a passagem de frentes frias.
Os efeitos do aquecimento das águas do Pacífico já foram observados antes mesmo da primavera. Nos meses de junho e julho, mais de 40 estações meteorológicas do Simepar registraram volumes de chuva bem acima da média histórica. Cidades como Palmas, Foz do Iguaçu, Cianorte e Ubiratã chegaram a estabelecer novos recordes de precipitação para o período.
Embora o retorno das chuvas reduza os riscos de estiagem severa, o excesso de umidade no solo preocupa os agricultores. O solo constantemente encharcado prejudica as atividades de plantio e colheita, aumenta a incidência de doenças fúngicas nas plantações e acelera processos de erosão. Os meteorologistas recomendam que tanto a população quanto o setor agrícola acompanhem atualizações meteorológicas diárias para prever tempestades e se preparar para os possíveis impactos.








