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Crescem casos graves de vírus respiratórios no Paraná e em capitais brasileiras, aponta Fiocruz

O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz aponta que o Paraná é um dos 11 estados em alerta, risco ou alto risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas últimas duas semanas, com indícios de aumento na tendência de longo prazo, que abrange as últimas seis semanas. No estado, os casos de SRAG por vírus sincicial respiratório (VSR) continuam crescendo. As hospitalizações por influenza A também apresentam alta e, segundo o boletim, os casos graves por influenza B estão se espalhando pelo território paranaense. A análise do boletim corresponde à Semana Epidemiológica 22, de 31 de maio a 6 de junho.

“É importante que a população tome alguns cuidados, como lavar sempre as mãos, usar máscaras dentro de unidades de saúde e em ambientes aglomerados com pouca circulação de ar. Também é importante fazer isolamento em caso de aparecimento de sintomas de gripe ou resfriado para evitar transmitir o vírus para outras pessoas. Se não for possível fazer o isolamento, recomendamos que a pessoa saia de casa usando uma boa máscara como a N95 ou PFF2. E o mais importante, é fundamental que as pessoas dos grupos prioritários e elegíveis tomem a vacina contra a influenza e o VSR, para diminuírem as chances de desenvolverem a forma mais grave da doença ou irem a óbito, caso se infectem por esses vírus”, orienta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz.

De acordo com a atualização da Fiocruz, 10 das 27 capitais brasileiras também apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinais de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana Epidemiológica 22. Entre as cidades estão: Aracaju (SE), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC) e Salvador (BA). O crescimento ocorre principalmente em crianças menores de 2 anos ou em crianças e adolescentes até 14 anos. Em Curitiba e Rio Branco, foi identificado também um aumento dos casos de SRAG entre os idosos.

Os dados de resultados laboratoriais evidenciam que, no Paraná, a alta nos casos graves de SRAG em crianças de até 4 anos está associada ao VSR, enquanto o rinovírus tem predominado entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos. Entre jovens, adultos e idosos, há predominância de casos de SRAG associados à influenza A. Já a influenza B vem ganhando destaque em faixas etárias de 5 a 14 anos e de 15 a 49 anos.

Em 2026, até o momento, foram notificados 82.544 casos de SRAG no Brasil, sendo 40.259 (48,8%) com resultados laboratoriais positivos para algum vírus respiratório, 29.404 (35,6%) negativos e 7.319 (8,9%) aguardando resultados. Os óbitos neste mesmo período foram 3.591, dos quais 1.641 (45,7%) apresentaram resultado positivo, 1.575 (43,9%) negativo e 76 (2,1%) ainda aguardam resultados.

Entre os óbitos com resultados positivos, os vírus detectados foram: 41,9% de influenza A, 4,9% de influenza B, 9,1% de VSR, 20,4% de rinovírus e 21% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, os vírus mais prevalentes entre os óbitos positivos foram: 46,5% de influenza A, 9,9% de influenza B, 17% de VSR, 18,4% de rinovírus e 6,8% de Sars-CoV-2.

Nas quatro semanas anteriores analisadas, a prevalência entre os casos positivos foi de 20,7% para influenza A, 5,7% para influenza B, 49,6% para VSR, 24,5% para rinovírus e 2% para Sars-CoV-2. Ao longo do ano, os casos positivos foram distribuídos em 24,4% de influenza A, 3,1% de influenza B, 33,1% de VSR, 32,5% de rinovírus e 5,7% de Sars-CoV-2.

O Boletim InfoGripe é uma estratégia do Sistema Único de Saúde (SUS) voltada ao acompanhamento dos casos de SRAG em todo o país, dando suporte às vigilâncias em saúde para priorização de ações e respostas a eventos de impacto na saúde pública.

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