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Estudante de Direito descobre falha em sistema da Polícia Civil e evita vazamento de dados 

O estudante de Direito William Henrique da Cruz Alves, acadêmico do 9º período da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), acabou ganhando destaque após identificar uma falha no sistema de reimpressão de Boletins de Ocorrência da Polícia Civil do Paraná, que poderia permitir o acesso indevido a documentos sensíveis. Na época, William estava lotado na Delegacia de Pinhais. 

Natural de Formosa (GO), ele mudou-se para região de Curitiba há cerca de seis anos e conta que sempre teve paixão pela área de segurança pública. Em 2023, conquistou uma bolsa pelo ProUni para cursar Direito na PUCPR, sendo aprovado em 4º lugar, além de também ter passado em outros vestibulares.

Foto: Arquivo pessoal. Foi William Henrique da Cruz Alves, estudante do 9º período de Direito da PUCPR, quem identificou e reportou uma falha no sistema da Polícia Civil do Paraná

“Desde criança sempre fui apaixonado pela área de segurança pública. Meu foco de estudos é direcionado para a polícia e eu sou fascinado por crimes cibernéticos”, relata.

Segundo ofício da Coordenação de Informática (COIN), a vulnerabilidade permitia a visualização de informações sigilosas “mediante a simples inserção de três caracteres aleatórios no campo de protocolo”. O problema foi identificado por meio de testes técnicos realizados pelo acadêmico e imediatamente reportado à instituição.

Após o envio do relatório, a equipe técnica da Polícia Civil atuou rapidamente na análise e correção da falha, evitando qualquer exposição de dados.

No documento oficial, a COIN agradece a iniciativa do estudante pela “voluntariedade e ética ao colaborar com a segurança da informação”, destacando que o caso seguiu as práticas de Divulgação Responsável (Responsible Disclosure).

O ofício também registra que a ação contribuiu diretamente para o fortalecimento da segurança digital da instituição e foi assinado pelo delegado Leandro Farnese Teixeira.


Foto: Arquivo pessoal. No documento oficial, a COIN agradece a iniciativa do estudante pela “voluntariedade e ética ao colaborar com a segurança da informação”

William explica que atualmente deixou as atividades na delegacia para focar na reta final da graduação e também em concursos voltados à área de segurança pública. “Eu saí mais para focar nesse último ano de faculdade e em outros concursos da área de segurança pública”, afirmou.

O caso acabou rendendo reconhecimento formal ao acadêmico, que ajudou a corrigir uma vulnerabilidade antes que qualquer dado fosse exposto, um exemplo de como conhecimento técnico, responsabilidade e ética podem caminhar juntos na prática.

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