As buscas por Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, desaparecido no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, entraram no quarto dia consecutivo neste domingo (4). As operações foram retomadas por volta das 8h da manhã, com o reforço de equipes especializadas, voluntários e apoio aéreo.
O jovem está desaparecido desde a manhã do dia 1º de janeiro, quando se perdeu durante a descida da montanha, após passar o Réveillon no cume. O Pico Paraná é considerado o ponto mais alto da região Sul do Brasil.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a força-tarefa mobilizada conta com 46 profissionais. O grupo é composto por bombeiros militares, cinco montanhistas do Clube Paranaense de Montanhismo (CPM) e cinco integrantes do Corpo de Socorro em Montanha (Cosmo). As equipes realizam varreduras em trilhas, fendas e grotas, com o auxílio de uma aeronave equipada com sensor térmico, utilizada para ampliar o alcance das buscas em áreas de difícil acesso.
Roberto subiu o Pico Paraná no dia 31 de dezembro acompanhado de uma amiga. Durante a ascensão, ele chegou a vomitar algumas vezes, mas conseguiu alcançar o cume da montanha. No entanto, durante a descida, acabou se separando do grupo e não foi mais visto.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o jovem estava sem celular, sem pertences pessoais e com pouca comida, o que aumenta a preocupação em relação ao seu estado de saúde. As condições climáticas e o terreno acidentado da região também são fatores considerados críticos para o andamento das buscas.
O Instituto Água e Terra (IAT) informou que o Pico Paraná estava fechado para visitação no período e que o jovem teria subido a montanha sem realizar o cadastro obrigatório.
A família acompanha as operações no local. O pai do jovem demonstra apreensão com o passar dos dias e a falta de informações concretas sobre o paradeiro do filho. “Ele saiu para subir a montanha e se perdeu aí para cima. Agora o pessoal está à procura dele. Ontem soubemos que ele estava bem. Hoje estamos nas buscas. Ele faz trilhas e montanhismo, mas não conhecia essa área”, afirmou.
O posto de comando segue instalado na Fazenda do Pico Paraná, onde as ações são coordenadas e as estratégias definidas. As buscas continuam ao longo do dia, sem previsão de encerramento.







