O Paraná registrou 692.759 tentativas de golpe entre janeiro e setembro de 2025, de acordo com o Indicador de Tentativas de Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Isso equivale a uma média de 2.537 casos por dia. O estado ocupa o quarto lugar no ranking nacional de tentativas de fraude, sendo o líder na Região Sul, com uma taxa de 6.479 diligências para cada milhão de habitantes. No Brasil, foram 10,8 milhões de diligências acumuladas no mesmo período, e as estimativas da datatech apontam para o fechamento do ano com mais de 14 milhões em todo o país.
No acumulado entre janeiro e setembro de 2025, o Brasil registrou 10.886.982 tentativas de fraude, um aumento de 28,6% em comparação ao mesmo período de 2024. A média nacional corresponde a uma tentativa de golpe a cada 2,2 segundos. Segundo Rodrigo Sanchez, Diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian: “O avanço das tentativas de fraude acompanha diretamente o crescimento das transações digitais no país. À medida que consumidores e empresas aceleram sua presença online, também se expande o espaço de atuação dos criminosos, que exploram cada ponto vulnerável das jornadas digitais”. Ele completa: “Esse cenário reforça a necessidade de que as tecnologias antifraude evoluam no mesmo ritmo da digitalização, combinando camadas de proteção, como biometria, análise de dispositivos e comportamento, para bloquear riscos antes que se convertam em prejuízo”.
O levantamento mostra que 60% das tentativas de fraude ocorreram em bancos, emissores de cartões e instituições financeiras, com o segmento de “Bancos e Cartões” liderando as ocorrências (52,3%), seguido pelas “Financeiras” (7,7%). Outros setores, como “Serviços”, “Telefonia” e “Varejo”, também apresentam risco elevado devido às múltiplas oportunidades de cadastros e transações online. Rodrigo Sanchez comenta: “Os fraudadores priorizam ambientes em que conseguem monetizar rapidamente as diligências, ao mesmo tempo em que exploram em outros setores”.
Os dados revelam ainda que as vítimas entre 26 e 50 anos concentraram 58,9% de todas as tentativas de fraude no período. Consumidores entre 36 e 50 anos representaram 33% das ocorrências, enquanto aqueles entre 26 e 35 anos somaram 25,9%. “Na prática, os dados indicam que quase seis em cada dez diligências fraudulentas miram pessoas em idade produtiva, com maior acesso a crédito, serviços financeiros e compras online”, aponta Sanchez. Ele também alerta: “Embora menos presentes em volume relativo, as ocorrências que miram públicos mais jovens e mais velhos ainda são alarmantes e têm aumentado acompanhando o ritmo da aceleração da digitalização”.
Entre as categorias de detecção de fraudes, as inconsistências cadastrais destacam-se como o principal método, representando 51,4% dos casos. A autenticidade de documentos e validações biométricas aparecem em seguida, com 33%, enquanto os comportamentos suspeitos em dispositivos, como padrões associados a históricos de fraudes, correspondem a 15,6% dos incidentes. “Fraudadores estão o tempo todo testando novas brechas e formatos de ataque. Por isso, as empresas precisam estar sempre um passo à frente, combinando diferentes tecnologias de autenticação de identidade”, explica Sanchez. Ele conclui: “Uma proteção em camadas é essencial para transformar dados em proteção real, identificando as tentativas de fraude ainda na origem”.
Regionalmente, o Sudeste registrou 5,2 milhões de tentativas de golpe até setembro de 2025, o que corresponde a 48,2% do total, sendo a área mais visada do país. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 2,1 milhões de casos, e o Sul, com 1,7 milhão. O Centro-Oeste e o Norte, juntos, somaram aproximadamente 1,7 milhão de tentativas de fraude.
Considerando a análise proporcional à população, o Distrito Federal lidera o ranking nacional, com 8.559 tentativas de golpe por milhão de habitantes no acumulado de janeiro a setembro de 2025. Na sequência, aparecem São Paulo (7.336), Rio de Janeiro (6.742) e Mato Grosso (6.666). Na outra ponta, os menores índices foram registrados no Piauí, com 3.590 casos por milhão de habitantes, seguido por Roraima (3.292) e Maranhão (3.271).







